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Amor eterno em Bruges

Bruges é uma cidade de contos, de fábulas românticas sobre o amor eterno e de chocolaterias onde o nível de açúcar pode subir à altura da Torre de Belfry.
Antigamente, se os sinos tocavam a batida era porque algo de ruim se passava. O vigia da Torre de Belfry, na Praça do Mercado, quando avistava do alto dos 83 metros do seu posto algum perigo para os moradores tocava o carrilhão com 47 sinos. Hoje, os perigos são menos evidentes e os maus já não chegam montados a cavalo, empunhando espadas e aos gritos. Os sinos da torre também deixaram de alertar para esses perigos e passaram a dar verdadeiros espetaculos musicais, sobretudo no verão. Porém, se subirmos ao alto da famosa torre da cidade ainda podemos imaginar como seria aquela Bruges na época medieval. Só precisa superar 366 íngremes degraus.
Típico, mas imprescindível: um passeio pelos canais
Photo: Sira Anamwong / Shutterstock.com

Museus para todos

Os belgas gabam-se de ser os inventores das frietjes (batatas fritas) e em Bruges criaram um museu específico sobre o tema: o Frietmuseum. Porém, se procura algo mais sofisticado, pode visitar o Diamant Museum e verificar se realmente os diamantes são assim tão bons amigos, como cantava Marilyn.

A cidade Belga de Bruges, conhecida como a ‘Veneza do Norte’, tem uma identidade muito própria. Ali descobre-se bairros e canais, pontes e vielas empedradas, numa arquitetura parada no tempo, como se ficássemos no meio da subida à Torre de Belfry… Sobretudo encontra-se, nesta cidade, o destino perfeito para um programa romântico, o cartão postal ideal ou, porque não, o amor eterno. Em Bruges encontrará os três.
Em terra firme, a poucos minutos do centro, descobrirá o Minnewater ou, como é conhecido pelos românticos incuráveis, o Lago do Amor. Este apelido deve-se ao amor proibido entre a jovem donzela Minna e Stromberg. Obrigada a casar-se com um homem que não amava, decidiu fugir. Conta-se que quando Stromberg a encontrou, Minna morreu nos seus braços e ele construiu uma barragem para secar o rio e enterrar a sua amada, que descansa eternamente debaixo das águas do Minnewater. Porém, os dois apaixonados não são os únicos a ter uma lenda. Os cisnes do lago têm também a sua própria lenda. Dizem que a cidade de Bruges orquestrou a execução de um dos seus administradores, Pieter Lanchals, e que, em repúdio ao feito, o rei castigou a população obrigando-a a alimentar os cisnes do lago, eternamente.
Coche em Grote Market
Photo: Emi Cristea / Shutterstock.com
Qualquer pessoa que atravesse hoje a ponte do lago pode cumprir o castigo, uma vez que este ainda não prescreveu. Além disso, conta-se também mais uma história: alimentar os cisnes, em casal, garante o amor eterno. Ainda aguenta mais romantismo? Então nada melhor do que um jantar ao lado do lago, no restaurante Maximiliaan vab Oostenrijk.
Chocolate Brain by Dominique Persoone
Mas Bruges tem ainda mais histórias doces, sobretudo a das suas chocolaterias. Por exemplo, Chocolate Line, cujo dono, Dominique Persoone, é considerado um dos melhores chocolateiros do mundo. A sua confeitaria é uma das três que aparece no Guia Michelin. No entanto, os belgas locais preferem a Chocolateria Spegelaere, com uma longa tradição familiar, mas menos conhecida, onde se destacam os típicos cachos de uvas de chocolate.
Para terminar, porque é preciso baixar o açúcar do chocolate e das lendas, dois passeios: um pelos canais e outro de coche. Claro, tudo isto de mão dada com alguém muito especial (agora já não pode se arrepender de ter atravessado a ponte e ter alimentado os cisnes). O primeiro passeio faz-se de barco, a partir do Cais do Rosário (Rozenhoedkaai), o lugar mais fotografado da cidade. O segundo, num dos coches da Grote Markt. Mais uns plim plins finais de romantismo? Os cocheiros recomendam encolher-se debaixo da manta. Típico? Sim. Imprescindível? Também.

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