The Crew
Diário de bordo

Lost in Tóquio

Passaram-se mais de dez anos desde que Bill Murray e Scarlett Johansson compartilharam solidão e karaokê em Tóquio. No entanto, nunca é tarde para conhecer os lugares reais, eleitos por Sofia Coppola como cenário para seu filme Lost in Translation. São locais concentrados na zona oeste, nos bairros de Shibuya e Shinjuku. As melhores vistas noturnas dos arranha-céus da capital japonesa podem ser obtidas a partir do bar e dos quartos do hotel Park Hyatt, cujos roupão e touca de banho para a piscina foram imortalizados no melhor filme indie. Para terminar a noite sem tradutor, podemos encontrar companheiros inesperados em qualquer sucursal da cadeia Karaoke Kan.

Belo Horizonte, a capital brasileira do boteco

No Brasil, os bares que servem bebidas alcoólicas e comida caseira são conhecidos como botecos ou botequins. Embora o Rio de Janeiro esteja na competição, a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, ostenta o título da capital nacional do boteco, ao acumular 14 mil botecos nas ruas. Todos os anos os estabelecimentos da cidade competem num festival para que um deles seja eleito aquele que oferece a melhor “comida de boteco”. O público percorre os diferentes espaços provando os pratos com uma cerveja e depois vota nos favoritos. Até há alguns anos estes bares eram considerados estabelecimentos de baixa categoria, simples e baratos, mas o termo foi revalorizado ao abrirem botecos mais modernos e sofisticados.

As coxinhas de galinha são alguns dos petiscos servidos nos botecos.

A pequena Amsterdã de Londres

Londres esconde lugares tranquilos para esconder-se do ritmo agitado da cidade. A zona de Little Venice, no cruzamento de vários canais, é um deles, embora os barcos amarrados às margens lembrem mais Amsterdã do que Veneza. Uma das melhores formas de visitar esta zona é percorrer o Regent’s Canal de barco, saindo de Camden Lock. Durante o trajeto, é possível ver inclusive alguns dos animais do Zoológico de Londres. Por baixo de uma das pontes, o grafiteiro Banksy pintou uma das suas obras. Ao chegar a Little Venice, onde residiu o poeta Browning, deixe-se surpreender pelas fachadas das mansões do século XVIII que se debruçam sobre o canal. No verão, as embarcações partem de hora em hora, das 10h às 17h.
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Los barcos amarrados en el canal sirve como viviendas para afortunados londinenses.

Estrada para o paraíso

“O carro representa liberdade, mobilidade e sensação de controlar o destino”, disse Callie Khouri, roteirista do ‘road movie’ “Thelma & Louise”. Quem ama dirigir - não para chegar a um destino, mas para curtir diferentes paisagens - tem encontro marcado com a estrada até Hana, na ilha de Maui (Havaí). Demoramos duas horas e meia a percorrer os 103 km que separam Kahului de Hana. A rodovia, estreita e inclinada, atravessa uma floresta tropical com numerosas cascatas. O prêmio para os amantes das emoções ao volante são mais de 600 curvas e 50 pontes de uma só direção.
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A viagem pode durar o dia todo se você fizer paradas em uma das cascatas e praias de areia negra que encontrará pelo caminho.

Uma noite nas Pirâmides

O espetáculo noturno de luzes e raios laser, que acontece no planalto de Gizé, é uma das opções tradicionais para curtir a vista noturna das pirâmides. Este cenário foi também aproveitado para concertos ou óperas de temática egípcia como “Aida”, de Verdi. As autoridades egípcias aprovaram recentemente a possibilidade de realizar festas noturnas privadas na zona das pirâmides, aumentando assim as opções para apreciar esta vista única. Mas, se não quisermos esperar por um espetáculo, podemos imitar a escritora Agatha Christie e buscar hospedagem no Mena House Hotel, pois as pirâmides estão incluídas no serviço de quarto deste clássico hotel de luxo.
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Devido às altas temperaturas comuns no Egito, os museus e os mercados também abrem de noite.

Planos baratos em Veneza

Ver o entardecer e beber um prosecco em frente ao Grande Canal é uma das experiências mais gratificantes de Veneza, e também adequada para todos os bolsos. A opção mais cara e cômoda é sentar-se na área externa de um café ou restaurante, e as osterias alinhadas na Fondamenta Vin Castello são as nossas preferidas. No entanto, os venezianos preferem pedir esta bebida em um dos pequenos bares junto ao Mercado de Rialto como, por exemplo, o Al Merca. Depois, sentam-se no cais para ver como a água acaricia as paredes dos antigos ‘palazzos’ quando passam as gôndolas com turistas.
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Perto da ponte de Rialto, a mais famosa de Veneza, há um animado mercado.

Onde se escondem os algares?

A chuva ou as correntes de água subterrânea perfuraram o calcário até deixar descoberto estes poços de água doce, conhecidos como algares ou cenotes. São muito comuns na península do Iucatã, no México. Não é necessário contratar um guia para banhar-se neles, mas é aconselhável informar-se bem se quiser mergulhar ou explorar os túneis. Tanto os algares abertos como os que se escondem em gruta estão adaptados às visitas turísticas. Possuem escadas e até vestiários, restaurante e alojamento. Mas, é preciso pagar uma entrada. As visitas são até às cinco da tarde. Alguns dos algares mais bonitos da Riviera Maia são Ik Kil, Cenote Sagrado, Xkekén e o Gran Cenote.
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O algar de Ik Kil encontra-se perto das ruínas de Chichén Itzá.

A rivalidade dos Waffles belgas

A recompensa mais doce de visitar a Bélgica é provar os seus waffles. O cheiro destes bolos recém produzidos encontra-se facilmente em todas as cidades da Bélgica. Mas antes de saborear um temos de responder a esta pergunta: De Bruxelas ou de Liège? Os waffles de Bruxelas são de forma retangular, enquanto os de Liège são mais irregulares. A diferença não está só na forma. Os primeiros são mais leves, com quadrados mais profundos. Os de Liège são elaborados com uma massa densa e o açúcar carameliza-se, formando um exterior ligeiramente crocante. Se for capaz de escolher apenas um, depois tem apenas de tomar outra decisão fácil: simples, com natas ou com chocolate e morangos?
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Os waffles são servidos cobertos de açúcar, fruta, chocolate e até frango e toucinho.

James Bond tem a sua própria ilha

Não que a base secreta do agente 007 seja uma ilha. Mas, se perguntar na Tailândia pela ilha de James Bond, todas as pessoas lhe indicarão o caminho para Ko Tapu. Desde que esta ilhota plantada na baía de Phang Nga apareceu no filme 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro tornou-se popularmente conhecida como a ilha de James Bond. Porque só se vive duas vezes, o agente secreto repetiu o cenário em 1997 noutro filme, O amanhã nunca morre. As visitas turísticas de barco a esta baía contratam-se facilmente em Phuket ou Krabi. Também é possível contratar um barco tradicional no cais de Surakul para conhecer a região mais tranquilamente.
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A excursão à baía de Phang Nga é uma visita imprescindível do Mar de Andamão.

As sopas de serpente fresca de Hong Kong

Nos mercados de Kowloon, uma das áreas comerciais de Hong Kong, encontram-se alguns dos raros restaurantes que oferecem serpentes vivas e não utilizam carne congelada. Assim como as marisqueiras exibem as lagostas, as serpentes são guardadas em caixas de madeira onde o cliente pode escolhê-las. Se tiver coragem, pode ver como lhe cortam a cabeça para extrair o veneno, inclusive antes de a cozinharem para você. Os mais audazes são convidados a cortá-la e temperá-la. Quanto mais rara for a serpente, mais cara é. Os chineses são tão entusiastas pela sua carne que algumas, como a cascavel, estão em perigo de extinção. Sugestão do chefe: peça-a na sopa, com cogumelos. É deliciosa e previne constipações.
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Foto: TungCheung / Shutterstock.com

A área comercial e de lazer de Kowloon é uma das mais frequentadas de Hong Kong.

Comendo no Mercado Central de Budapeste

Visitar um mercado é sempre uma boa ideia. Budapeste não é exceção. Sobretudo se for um lugar onde pode comprar pimentão, enchidos e doces tão saborosos como os do Mercado Central. Construído em 1897, ao lado da Ponte da Liberdade, em 1994 foi restaurado para repor a beleza da sua estrutura de tijolo e ferro antes da Segunda Guerra Mundial. No andar superior, as lojas de artesanato e presentes alternam-se com restaurantes e bares, onde pode parar para comer a um bom preço, fazendo-se acompanhar de pratos típicos como o goulash com cerveja ou vinho e música tradicional.
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O Mercado Central encontra-se na região de Pest, perto da Ponte da Liberdade.

Petros, o mascote de Myconos

Se visitar a ilha grega de Myconos, mesmo que só por algumas horas, não pode ir embora sem quatro fotografias essenciais: os moinhos de vento, o bairro da Pequena Veneza e a imagem do entardecer na praia. A quarta imagem é a do pelicano de Petros, o mascote da ilha. Vai encontrá-lo na região do porto, perto dos barcos dos pescadores e dos polvos secando ao sol. Uma tempestade trouxe Petros à ilha em 1954 e decidiu ficar durante mais de 30 anos. Os habitantes da ilha acolheram-no com tanto carinho que, quando morreu, adotaram outro pelicano. É este que passeia atualmente pelas suas ruelas de casas brancas e azuis.
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O pelicano que vive agora em Myconos é o sucessor do Petros original.

Desfrute de Lisboa a partir do Tejo

O grande delta que o rio Tejo faz quando deságua no Atlântico é parte imprescindível da paisagem e da alma de Lisboa. Uma forma econômica de observar como o azul das águas se reflete na capital portuguesa é utilizar os ferries que transportam os lisboetas de uma margem à outra. A partir do terminal do Terreiro do Paço, ao lado da Praça do Comércio, podemos apanhar um catamarã rápido em direção ao Montijo e ao Barreiro para desfrutar da vista panorâmica do centro de Lisboa e de Alfama. Mas se escolhermos o barco, mais antigo e lento, que vai do Cais do Sodré até Cacilhas, passaremos por baixo da ponte 25 de Abril, num trajeto tranquilo de 20 minutos. Uma vez em Cacilhas pode-se jantar em qualquer dos restaurantes situados na margem do rio.
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Os tradicionais ferries cor de laranja são mais lentos do que os modernos catamarãs.

Três razões para escolher o Queens

O preço do alojamento em Manhattan é um dos elementos que mais encarece a viagem a Nova Iorque. Uma possibilidade é optar por Brooklyn, o bairro atualmente na moda. Mas temos três razões para preferir o Queens e, mais concretamente, Astoria. Este bairro multicultural, a noroeste do Queens, tem uma grande vida cultural e noturna. É ali que encontramos os museus Naguchi Museum e Museum of the Moving, bem como uma grande oferta gastronômica que vai desde restaurantes gregos e brasileiros a beer gardens. Além disso, o preço é mais acessível do que o gentrificado Williamsburgh. E como se isso não bastasse o Central Park e a Times Square estão apenas a 20 minutos, via metrô.
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Foto: © NYC & Company/ Julienne Schaer http://www.nycgo.com.

No Queens encontram-se, nas margens do East River, vários parques com boas vistas para Manhattan.

Lanzarote tem um milhão de anos

Muitas ilhas têm uma origem vulcânica, mas poucas como Lanzarote, nas Ilhas Canárias, sofreram uma erupção que durou seis anos, há menos de 300 anos. Por isso, visitar esta ilha do Atlântico, situada em frente à costa do Senegal, é conhecer o passado do planeta Terra. Os líquenes começaram a colonizar as pontiagudas rochas avermelhadas que rodeiam o vulcão de Timanfaya e o magma solidificado deixou grutas e formações caprichosas que se estendem até à margem do mar, onde as praias são de areia negra e os lagos de cor verde. Embora não tenha havido mais erupções desde 1824, o Timanfaya não está adormecido. Os cozinheiros preparam pratos gastronômicos com o auxilio do calor que vem do centro da Terra.
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A paisagem desértica de Lanzarote foi originada pela lava que durante seis anos saiu do vulcão.

Uma “escapulida” até Karlovy Vary

Os turistas que pretendam fugir da bonita, mas populosa, cidade de Praga podem seguir o exemplo dos aristocratas checos e russos e escaparem até Karlovy Vary. Construída no vale que forma o rio Teplá, dentro de um bosque espesso, esta cidade balnear manteve a elegância dos seus pavilhões com águas termais, hotéis e residências, para usufruto do viajante ocasional. É aconselhável subir pelas ladeiras da cidade para contemplar, do cimo do caminho, a diferença de datchas e igrejas ortodoxas. A viagem é ainda uma boa oportunidade para comprar lembrançinhas da República Checa, como brincos de cristal lapidado, pastéis de massa fina recheados com sabores diferentes, canecas de porcelana para beber águas termais ou garrafas de licor Bercherovska, feito à base de ervas e canela.
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Su pasado como reputado balneario ha dejado hermosos ejemplos arquitectónicos.

O preço de comprar num outlet

São poucos os que resistem em ir às compras em Nova Iorque. Tudo por causa do Saks ou do Macy’s ou ainda das diferentes lojas de outlet Century 21 espalhadas por Manhattan. Os que procuram peças de designers a preço acessíveis optam por se aproximar do Woodbury Commons, enquanto os amantes das pechinchas têm em Nova Jersey o seu paraíso sem impostos. Os ônibus até Jersey Gardens ou até o recente The Mills at Jersey Gardens partem do Manhattan Port Authority Bus Terminal. Uma vez estando lá, encher a mala de peças da Levi’s, Victoria’s Secret, Tommy Hillfiger e Abercrombie & Fitch é apenas uma questão de tempo. De resto, o que não se pode mesmo perder é o tempo, se quer pegar o ônibus de volta antes das quatro da tarde e evitar um engarrafamento de duas horas para entrar em Manhattan.
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Foto: Northfoto / Shutterstock.com

Los outlets de firmas de moda norteamericana se benefician de la inexistencia de impuestos en New Jersey.

Petiscar na Cantábria

Os pintxos do centro antigo de San Sebastián são muito conhecidos pelos amantes de gastronomia do norte da Espanha. Mas a oferta gastronômica não se limita à costa basca. De fato, uma das aldeias prediletas dos bascos para veranear é Castro Urdiales, na Cantábria, a 30 minutos de Bilbao. As razões são tanto as suas praias e o bom tempo, como a excelente qualidade dos seus pintxos favoritos: as rabas e as anchovas. As primeiras são lulas cortadas em tiras que depois de empanadas ficam crocantes, mas fofas. As anchovas são servidas aos pares, como se fosse um sanduíche, abertas e fritas com ovo e farinha.
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Foto: Botond Horvath / Shutterstock.com

Un castillo vigila la bahía de Castro, donde se resguardan los barcos pesqueros.

Ópera em Viena para orçamentos apertados

Quando se visita uma cidade tão ligada à música como Viena vale a pena desfrutar de uma representação na Ópera Estatal da cidade, um dos teatros mais importantes do mundo. Mas se não se tem o cuidado de comprar os bilhetes no mês de abril, quando se colocam à venda para todo o ano, é mais do que provável que seja uma missão impossível. A não ser que consiga uma das 500 entradas reservadas para a venda no mesmo dia da apresentação. Custam apenas entre 3 a 4 euros, mas são entradas para lugares em pé, localizados no primeiro piso e na parte mais alta do teatro. Para adquirir um destes bilhetes é preciso aguardar, no mínimo, duas horas na bilheteira lateral do teatro. E vendem apenas um por pessoa. Mas é uma forma econômica de desfrutar deste privilégio.
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La programación del Teatro de la ópera de Viena incluye unas 300 representaciones, entre ópera y ballet, desde septiembre a junio.

Jantar à italiana

Nem todos os turistas que viajam até a Itália conhecem um costume que pode solucionar de modo econômico um jantar. A partir das seis da tarde, nos bares de muitas cidades, sobretudo do norte, preparam-se mesas repletas de pizzas, embutidos, queijos, saladas e sanduíches para que o cliente possa servir-se quantas vezes quiser. Tem apenas de pedir uma bebida. Os italianos costumam tomar um spritz, um coquetel de Aperol ou Campari, vinho branco e seltz, mas também se pode acompanhar com uma cerveja ou com um vinho prosecco. O preço da bebida é o mesmo, entre 5 a 10 euros, segundo o estabelecimento. Diz-se que quem inventou este hábito foram os comerciantes de vermute para acompanhar o consumo de uma bebida tão forte, mas agora é um pretexto para se reunir com os amigos antes do jantar.
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Aceitunas o embutidos son uno de los aperitivos más habituales antes de la cena.

A máquina que ganhou a guerra

Em Londres, a oferta de museus é tão grande para ser apreciada numa viagem de alguns dias que não é costume incluir nos percursos o Imperial War Museum. Mas neste museu a coleção de uniformes, bandeiras, aviões, tanques de combate e milhões de outros objetos, permite ao visitante ser testemunho privilegiado da história, porque se tratam de objetos reais e não de reproduções. Muitos dos objetos expostos agrupam-se de acordo com o conflito no qual participaram as tropas do Império Britânico. Quase se pode tocar no tipo de pele dos casacos dos pilotos de avião, sentir o frio ante a textura dos uniformes de inverno, recordar o valor de Lawrence da Arábia diante da sua túnica e surpreender-se com a pequena máquina Enigma, que permitiu aos aliados decifrar as mensagens interceptadas ao exército alemão e mudar o curso da Segunda Guerra Mundial.
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Foto: Daniel Gale / Shutterstock.com

Entrar nos aviões que lutaram na Primeira e Segunda Guerra Mundial é parte da atração do Imperial War Museum.

O oitavo passageiro de Gruyères

Tenha cuidado quando caminhar pelas ruas medievais da bonita localidade suíça de Gruyères, conhecida mundialmente pelo seu famoso queijo. Pode saber o que é o medo através da sua paisagem de conto. No trajeto para o seu castelo do século XIII passa-se por um bar que parece saído de um pesadelo futurista. As nervuras das suas abóbadas parecem colunas vertebrais, decoradas com caveiras. Trata-se do café do Museu H. R. Giger, o designer monstruoso do filme Alien, de Ridley Scott. Atreva-se a sentar-se nos bancos da nave espacial deste bar, onde se sentirá agasalhado pelas costelas do assassino alienígena. Mas não tente entrar no bar sozinho para tirar fotografias. Não pode ser apenas uma testemunha. Tem de se envolver totalmente na aventura.
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Amy Dianna / Foter.com / CC BY-NC-ND

As cadeiras do bar relembram os assentos de uma nave espacial com as costelas do aleien como encosto.

Nadando com golfinhos em Pipa

Há momentos em que as praias com arranha-céus e passeios marítimos, ou resorts all inclusive, não são o que mais nos agrada. Felizmente ainda é possível encontrar praias enormes para deixar a toalha debaixo de uma palmeira e nos hospedarmos em uma pousada com camas de rede no alpendre. Ao sul da cidade brasileira de Natal encontramos a aldeia da Praia da Pipa, lugar que os surfistas colocaram na moda, nos anos 90, e onde não faltam bares com boa música, restaurantes simples para comer ‘camarões’ e lojas de biquínis. Tudo isto sem luxos, para além da boa comida e das pessoas amáveis. A vida é simples em Pipa: pode dar um mergulho em qualquer uma das suas praias, Baía dos Golfinhos, Praia do Madeiro ou Praia do Amor, beber água de coco, recentemente colhido, comer uma lagosta e um abacaxi na areia. Se o Atlântico não for amável com você, os golfinhos compensarão.
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Queremos ter uma casa no Lago Como

Não estamos imitando o George Clooney, até porque antes dele já viveram ali Mark Twain, Schubert e Thomas Mann. Na verdade, o lago Como é o lugar de veraneio predileto dos milaneses ricos. E isto não é só porque as formosas vilas privadas, com cais particular, se sucedem nas margens do lago. Na verdade, a tranquilidade deste lago alpino, na fronteira entre a Itália e a Suíça é algo difícil de comparar. Por isso, para desfrutar ao máximo do local, apesar de termos apenas um dia livre, pegamos um trem de Milão a Varenna, uma das aldeias mais encantadoras da região. Um lugar onde os jardins de ciprestes, com estátuas clássicas da Villa Monastero e da Villa Cipressi, se alongam com graça até à água do lago. Depois, percorremos o lago de ferry, parando em Bellagio e em Managgio, antes de chegarmos a Como. Finalmente, nesta cidade senhorial, que dá nome ao lago, aproveitamos para fazer compras e conhecer os restaurantes.
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Um passeio norueguês com adrenalina

Quando viajamos até à Noruega, a visita ao fiorde de Lyse, a 600 metros de altura do Preikestolen ou Púlpito, está destacada, na agenda, a vermelho. As estradas não chegam lá em cima e é preciso duas horas e meia de caminho, a pé, para o conseguir. Assegura-se que qualquer pessoa, com uma condição física normal, o pode fazer (e são muitas as que o tentam), o que faz da subida, com declives e degraus de pedra escorregadias, um corredor de Ikea (tão quão estreitos) em que se sua e ofega em fila indiana, atrás de mulheres de meia-idade com sandálias, de bebês às costas dos pais e de grupos com bastões e cães. Muitos cães. Com a mente fixa na ansiada meta, e rezando para que não neve, corre-se o perigo de não se apreciar a paisagem selvagem do caminho, que passa por entre lagos e bosques. Mas as dificuldades vão valer a pena. Com a mente fixa na ansiada meta, e rezando para que não neve, corre-se o perigo de não se apreciar a paisagem selvagem do caminho, que passa por entre lagos e bosques. Mas as dificuldades vão valer a pena.
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A esplanada escondida de Bruges

Se percorrer os canais da bonita cidade de Bruges, um dos recantos que mais lhe vai despertar a atenção é o da terraço, instalada na esquina de um edifício medieval, guardada por uma árvore impressionante. Mas se, já em terra, quiser acessar o terraço, não vai saber como encontrar esse edifício. O motivo está no fato de o terraço pertencer ao bar de cervejas 2Be (Wollestraat, 53) e não ser visível da rua, mas apenas da viela lateral do bar. A recompensa pela procura, além de desfrutar de uma das mais famosas cervejas belgas a um preço nada turístico, é a de ser um dos poucos priveligiados em descobrir este recanto tão fotografado, para cobiça de quem o observa da outra margem do canal.
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