>>>Muito perto do vulcão Kilauea

Muito perto do vulcão Kilauea

O vulcão mais ativo e o maior vulcão do mundo convivem, em aparente harmonia, no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí.
Existem 1500 vulcões ativos no mundo. Só nos Estados Unidos, 130 são constantemente monitorados. Kilauea, na ilha do Havaí, é um dos que não escapa ao olhar atento dos vulcanólogos. Considerado o vulcão mais ativo do mundo, a sua taxa diária de erupção é de 200 mil a 500 mil metros cúbicos de lava, quantidade suficiente para cobrir uma estrada de 30 quilômetros.
Apesar da imagem paradisíaca de lua de mel, a ilha do Havaí surgiu da ação intensa de cinco vulcões: Kohala, o mais antigo da ilha; Mauna Kea, cujo clima frio torna possível, no inverno, a aparição de geleiras e de neve; Hualalai, o terceiro mais ativo da ilha, logo atrás do Mauna Loa e do Kilauea. É por causa das erupções vulcânicas que o mais jovem dos estados norte-americanos continua a crescer em termos de território.
Nāhuku (também conhecida como Thurston Lava Tube) é uma gruta vulcânica que se encontra no meio de um bosque exuberante.

Não roube a deusa

Existe a crença popular de que aquele que se atreve a levar qualquer rocha do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí (ou de qualquer outro lugar da ilha) será amaldiçoado pela deusa Pelé. Habitualmente algumas destas rochas são devolvidas pelo correio.

70 milhões de anos de fenômenos vulcânicos podem ser contemplados no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, situado a aproximadamente 45 minutos da cidade de Hilo. É o maior parque do estado e foi fundado em 1916 para proteger as particularidades da Ilha Grande, que possui onze das treze áreas climáticas existentes no mundo.
O parque estende-se ao longo de 133.545 hectares, desde o nível do mar até ao Mauna Loa, o vulcão mais alto do mundo, com 240 km de trilhos dispersos por uma paisagem única, acessível apenas a andarilhos habituados ao deserto, à selva, às grutas, às crateras vulcânicas e a línguas de lava incandescente.
A erupção do Kilauea destruiu 187 moradias nos últimos anos, incluindo o centro de visitantes do parque.
Mauna Loa abraça mais de metade da superfície da ilha do Havaí, detendo o recorde do maior vulcão do planeta, com uma área de 5.271 km2 e uma altura aproximada de 17 mil metros, desde a sua parte submersa. Apesar da última erupção ter sido registrada em 1984, Mauna Loa integra o programa Decade Volcanoes, que estuda os mais perigosos vulcões ativos.
O melhor momento para contemplar a lava a deslizar para o oceano é depois do entardecer.
Mas é o Kilauea, o vulcão mais ativo do mundo, que consegue fazer sombra ao Mauna Loa. Apesar de continuar, ininterruptamente, a lançar magma desde 1983, este vulcão pode ser visitado.
O missionário britânico William Ellis, o primeiro ocidental a alcançar o cume do Kilauea em 1823, descreveu-o como “um espetáculo sublime e assustador”. A façanha foi repetida por Mark Twain, em 1866, que o escalou durante uma erupção.
Contam os nativos que os ataques de fúria do Kilauea são motivados pelas alterações de humor de Pelé, a deusa do fogo. Mas, apesar do seu caráter violento, as iras do vulcão até são moderadas se as compararmos com o comportamento da maior parte dos vulcões ativos. Sem explosões, nem nuvens de gases tóxicos, Kilauea é suficientemente acessível para que os havaianos possam aproximar-se dele, de forma a poderem mostrar o seu respeito à deusa e de a presentearem com oferendas.
As erupções deste vulcão são tranquilas e a maioria dos seus canais de lava esvazia-se no Pacífico, iluminando todo o oceano. Um espetáculo sublime ao qual se deve agradecer, mas em havaiano: ‘mahalo’ (obrigado).

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